25 janeiro 2011

Homem Árvore

Corpulento e magnífico
conífero
derrubado sobre mim,
pobre gramínea!

Com voz de carvalho
- grave e inclemente -
ele ordena:

- Prova-me, erva daninha,
que te orvalho!

Estranho sabor
tem seu falo:
sequóia milenar.

Gosto araucário de terra,
raiz tuberosa.

Não sei se o quero:

Sou frágil
como uma rosa!

7 comentários:

  1. Bruto carvalho, sua potencia precisa ser comedida, não só suas galhas estendidas,
    q'em sombra protege a erva,
    esta que nunca foi serva;
    Suave, amena, fogosa, q'em parceria com as rosas, talvez não queira nem prosa com proteções cupulífera;
    A raiz que vara o solo, carece d'outros elementos pra que lhe seja prolífera.

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  2. Q a Crítica e o Público levem 200 anos para lhe reconhecer;
    eu! não.
    Estou indo-amor! Estou preso no trânsito...
    Mas, os próximos, à esquerda - deixarei-os em vãos...e tb os da direita.
    E q se virem - a saber, quem é q vai cingir colírio no olho do Dragão;
    q se vire tb o síndico - os malucos e os caretas
    q o surrado anacoreta vai agora pela avenida todo pimpão.
    Bier-Lauck.
    E/ou
    51.

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  3. Rosas também precisam de orvalho...

    beijo

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  4. Excelente poema! Uma metáfora e tanto!

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  5. obrigada pessoal!

    olha: tou trocando respnder aqui por ir responder com visitas no no blog de vcs, assim não contamino meu blog com meus proprios comentes e ainda vou ler vcs!

    bjbjbj

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