31 maio 2010

Sumidouro

Ela tem o corpo sempre aberto,
todo feito de faltas e excessos
e muito pequeno para seus desmandos
- uns gestos -

Nele não cabe tudo o que ela sabe
por isso aqueles grandes olhos
imersos em quasares,
soturnos,
olhos enormes de animal noturno

- se ela é a presa,
há que se cuidar no escuro -

E se por descuido ou por vontade
ela nos sorve
para dentro da voragem
aquele corpo pequenino e sempre aberto
apascenta os pedaços
com a urgência de alguém que morre.

6 comentários:

  1. sem palavras, pura emoção do lado de cá ;)

    beijo

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  2. Gostei muito dos seus poemas, te add no facebook por indicação do Marcelo Novaes. Prazer!

    Beijo.

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  3. Gostei muito deste espaço cheio de velocidade. Parabéns.

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