28 março 2011

Prelúdio

Tua boca descreve apocalipses.
A minha devolve espasmos,
ipsis literis.

Tua boca manda coisas,
inconteste.

Meus dedos
deslizam orgasmos
em teu vértice.

Engastados em minhas órbitas,
fractais dos teus olhos sábios.

Enquanto teus dedos molhados
contornam

pequenos
e grandes
lábios.

(do livro Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela)

4 comentários:

  1. Comentários no Orkut, há muito tempo, quando publiquei esse texto no BDE:

    Carlos Cruz
    vc é a rainha da poesia erecta-úmida-causticante!vc é uma dominatrix poética.vc é foda com ph.vc é phoda!

    Eduardo Perrone.
    Prelúdio bem soube compor o Chopin. E, sobre esse, só me restaría um chupão lascivo no pescoço. Fico vendo a galera se entupir de Viagra , Ciallis ( como andam caros, nénão...?), e fico imaginando, cá com meus c... oppppsss!!!!... botões: Praquê essas merdas, se há sempre uma Flá em cada mulher?

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  2. Vc é perfeita...e eu, súdito teu.

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  3. Sexo contra sexo, e só o tempo existe no corpos e na tua escrita selado...

    Um beijo Flá, Adorei

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  4. comentário de Francisco Coimbra sobre esse poema em outro blog:
    "Teu poema, tua poesia, chegando a tempo de chegar e ultrapassar, ela bate: a Hora!
    Não é a rosa de Hiroxima, é a Rosa ‒ abrindo em botão ‒ até dar todo o aroma e soltar a imaginação. Vim então deixar um comentário de quem quer crer, mesmo sabendo ser otário e não atravessar o rio. Fico-me por banhar o corpo nas águas que nunca mais voltam, passam e passam a ser outras e só o rio é o mesmo, no seu leito.
    Tua poesia, para dar todo o proveito, temos da procurar em seu/teu leito e como tem um leito trabalhado! Apetitoso osso para dar o gozo a quem o quer roer, morder, comer, ser cão abençoado pelo profeta!
    Pois é amiga, sei lá o que se pode dizer da poesia!? Bom mesmo é fazê-la, senti-la. O leito é uma mina, destila da nascente: uma só frase, servida inteira, em três estâncias.
    Tua confissão «Minto/ no sentimento», um arrebatador momento, abertura sinfónica! O maestro executa a entrada e, logo de seguida, indica a pausa e dá conta do andamento seguinte «mas…» e isso, uma suspensão temporizada no tempo e espaço, abrindo espaço à estância, uma palavra, parte do corpo, todo em si, «falo» erigido, palavra erecta, mostrada, à mostra! Para passar ao “canto final” «da boca/ pra dentro.»
    Tempo então de imaginar deixar acontecer: da boca para dentro, da boca para fora… a escrita dando a ler, o que gostaria de ouvir, sentir, ver eclodir em som, voz de vós senhora e dona das palavras, fazendo a fala, da fazenda desses breves e tão intensos versos como as cordas da lira que, tocando, a ideia vibra, delira!
    Deves ter publicado com a data do dia, só isso explica a falta de comentários. Belo, obrigado!

    13 de abril de 2011 21:17"

    http://www.blogger.com/profile/03461236220277461173

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