21 fevereiro 2020

Carochinha revisitada


Camuflagem de Rapina


Arrêgo

Arrêgo 

 Rua pequena de vilarejo 
queria ser Marginal 
mas, bem no começo, 
tinha uma igreja, um coreto, 
um cortejo beato 
 e endereço certo. 

 Não tinha sequer um cortiço, 
um corte no pulso, um Cortázar 

 um bêbado na coleira mascote do macaco do realejo 

 usava a poesia sem tragar 
terminava poemas com um bocejo.  

Meu poema SAUDADE, musicado pelos Cabras de Baquirivu


19 fevereiro 2020

11 fevereiro 2020

Trama

Quero bordá-lo assim, 
passando as unhas nas linhas da urdidura atravessada de mordidas do seu falo. 
 Quando entregar os pontos 
vou coroar de dentes 
e cravejar nele meu nome, 
ouvindo entrementes, encharcados, queixumes roucos de arame farpado. 
 Quero bordá-lo forte, 
puir a pele nesse enredo incerto. 
 E que ele agonize súplice 
afundando ao máximo no cilício exato 
 desse gozo fácil.

08 fevereiro 2020

16 janeiro 2020


Quem mandava em mim já morreu.

E você me diz que no dia em que você cansar da minha desobediência vou ficar sozinha e virar a louca dos gatos. Eu digo que se você insistir vou comprar um cão e nunca mais vou precisar da sua devoção de pitbull.