19 março 2010

Leoa ou Gazela no CORUJÃO DA POESIA - Leblon

Estive autografando meu livro no CORUJÃO DA POESIA – UNIVERSO DA LEITURA
(vigília poética da meia-noite às 5h), na Livraria Letras e Expressões

Av. Ataulfo Paiva, 1292 - lj C - Leblon - RJ
Com a coordenação de João Luiz de Souza

FOTOS

18 março 2010

III Semana da Poesia - Rio

Fiz o lançamento do meu livro LEOA OU GAZELA, TODO DIA É DIA DELA durante a III Semana da Poesia Rio de Janeiro. Veja as fotos: Edição Especial III Semana da Poesia e Flickr
Foi no dia 15 de março, segunda-feira durante o sarau ARTE EM ANDAMENTO 
das 20h à meia-noite

no Art Hostel Rio - R. Silveira Martins, 135 - Catete - RJ
A coordenação foi de Fillipo Leandro

Teve performance do grupo ELLAS E OS MONSTROS

Publicada

11 março 2010

Silêncios - Carlos Galdino


Universos Há Mais - para Heloísa Galves


                 Heloísa

Heloísa agora dorme
e deixa o corpo da poesia esvaziado.

A corda desse lado está mais fraca.

Heloísa passa
e a alma da poesia
- imenso cravo na lapela -
pensa em hamadríades.

Acorda, poesia:
Fadabruxa foi morar dentro das árvores
(de um Mundo que não consta em Geografias).

09 março 2010

Uma mulher caminha nua pela estrada:

toda noite ela sai de sua cela
pra cometer outra vez sonhos
e assaltos

sobressaltando as palavras
com rimas que não são delas.

E nunca uma mulher
caminhando nua pela estrada
pareceu tão bela.

cantiga de moça

Se tu não te cansas,
tampouco me canso

- seu braço roçando o meu -

goiaba e açúcar,
quando juntam no tacho,
pra sair cheiro de amor
só precisam de um fogo baixo.

...título perdido pelos quartos...

Inda agora deu vontade
de cortar fora as bolas do meu gato.

Eu e Hilda num poema em parceria
e, de repente, ele mia alto,
me acorda e corta nosso barato.

"poética quebrada pelo meio, poética quebrada pelo meio"
diria Ana Cristina, achando graça.

"creio saber quem afugentou meu gato"
disse Alice ao Chapeleiro,
e por pirraça ele falou

- Também creio que sei-o.

Stone Whashed

Enquanto me arrebento
em rimas mal-lavadas
tem gente que só usa
verso branco.

Haja OMO.