04 setembro 2009
04 agosto 2009
30 julho 2009
29 julho 2009
19 julho 2009
Primeiro Lugar em Concurso!!!
XII Prêmio Cidadão de Poesia
Categoria Livre
Premiados
Primeiro Lugar: Flávia Perez (Campinas/SP)
Segundo Lugar: Fábio Alexandro Sexugi (Peabiru /PR)
Terceiro Lugar: José Carlos da Silva (Mauá/SP)
Cerimônia de Premiação do XII Prêmio Cidadão de Poesia,
no dia 25 de julho de 2009, no Salão de Festas do Clube dos Comerciários,
localizado à Rua Arquiteta Suely Fior de Godói, 530,
no Jardim Limeirânea, em Limeira/SP.
08 julho 2009
07 julho 2009
Ingratos
Abandonou Medéia,
o Jasão,
mas ela deu um jeito,
dele não precisar pagar pensão.
Deixou Ariadne na praia,
o imbecil do Teseu.
Bem-feito:
depois Fedra
o fodeu.
Bom destino
do cafajeste antigamente
os deuses não faziam vingar
suas sementes.
(Publicado na Falópios em 29/07/2009)
06 julho 2009
Velhas Palavras
Orelha do "Leoa ou Gazela"
Não há como falar dos escritos de Flávia sem falar de Flávia, sua trajetória e a incrível capacidade de entrar impunemente em nosso cerne através de suas poesias, surtos de alegria e pesar que acabam por serem meus e de tantas pessoas que percebem nela um “súcubo em forma de buraco negro”.
Flávia nos suga para dentro dela e duvido que não saiba disso.
A conheço há poucos anos, o suficiente para apresentá-la ao leitor como a “Maga dos poemas sensuais, carnais, santos e profanos”, repletos daquilo que a mitologia nos conta, porém ainda mais repleto da mitologia que brota lasciva em cada palavra que escreve.
Existe dentro dela um reino de mil possibilidades e é esse reino de sátiros, demônios, vampiros, minotauros, orixás e outras criaturas inventadas, que nos impregna os sentidos, a libido e nos garante a vontade ir além das páginas, onde os poemas vociferam outras esferas.
A visão se expande em ilustrações de Luiz Royo:
Há símbolos mágicos
pintados em meu corpo
com tinta azul sulferina.
A audição se deslumbra ao som das bacantes:
Com você quero
preâmbulos.
Seus dedos de guitarra
so lan do
um violão clássico.
O paladar se delicia com Ambrósia e o vinho de Dionísio:
Gosto araucário
de terra,
raiz tuberosa.
O olfato desliza entre aromas de corpos em chamas e essências próprias de rituais de sangue:
Já sumiu do meu corpo
o sudário de tua pele
e teu cheiro
O tato aperta o livro com força para dele extrair mil matizes sensoriais de peles, pernas, bocas...Assim o néctar chega engendrando todas as possibilidades, do amor, do sexo e sobretudo da dor sagrada que ele implora para sentir:
Meu passado
ora me chicoteia as costas
e sangro,
lanhada e roxa
É hora de sentarmos sem pressa na perna de quem desejarmos, tomar o livro às mãos e começar essa viagem...
Heloisa Galves
Inverno de 2009






