05 maio 2008
03 maio 2008
O Início de Tudo I
Londres, 30 de agosto de 1888
Querido Jack,
Amor meu.
Me corta em pedaços da próxima vez!
Prefiro morrer em seus braços
a viver de talvez...
Elogio da Rozângela!!!
Flá Pede pra sair!
Você amarrou a musa ao pé da cama.Confessa!=D
Érato (a que desperta desejo) era a musa do verso erótico.
É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas.
Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco.
Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.
No seu caso com a mão esquerda vc segura a alma do pobre coitado que dominado
e encantado te segue....
enquanto com a outra distraída você retoca o batom.
Reveillon em Maio
Renova-me,
nua - me,
deita-me na tua cama,
me embala
...faz tudo o que desejas
- eu preciso-
... e se eu te pedir pra parar,
não pára.
Poetas
São muito prosa.
Bons mesmo são os advogados,
os professores, os engenheiros,
desde que tenham
braços de pedreiro.
25 abril 2008
Paixão
Em ponto de bala
quebra-queixo
------------------------dispara
---------------e pára
de fogo gelada,
alojada do lado direito
Inoperável algodão
-doce-
se e s p a l h a......
i ne xo rá vel men te
e EXPLODE
dentro do peito.
Tá vendo, Casadinhos
com paixão não se brinca!
Baba-de-moça,
bem feito!
Pedinte
Dia sim, dia não
dou às palavras suas
sentido e entonação
diversos
e as transformo
em versos,
declarações de amor.
Dia sim, dia não
não me sossegas,
não me regas,
não me Degas
e assim mesmo me molho
Recolhendo palavras esparsas
como orvalho.
Posteridade ou Privada?
Vejo a ostra se abrindo e cismo:
sou efêmera massa mole
a ser cagada depois de comida,
ou a jóia rara nela contida?
Vejo a ostra se abrindo e cismo:
ainda nos pensaremos pérolas
quando começarmos a morrer,
moluscos eremitas,
em completo ostracismo?
Não quero ser comida,
não quero ser cagada,
depois de digerida.
De nada serve a jóia se não alimenta?
Pra que serve a cigarra?
Pra que serve a formiga?
Pra que serve a cigarra que recita lava- pés
e entoa canções saúvas?
Cigarras explodem
e morrem jovens,
formigas morrem velhas
e apenas correm.
O remédio pra tudo é uma panela de água fervente que já deviam ter me jogado.
23 março 2008
Festa
Mar negro anuviado,
nem uma estrela...
(o sapato vermelho
na poça multicor)
Cabelos, cheiros
formas, traços,
braços mancomunados
— Quero ir na favela!
disse o vestido listrado.
Nuvens nos olhos,
gargalhadas,
gente mostrada,
gente velada,
gritos mudos e sussurros.
Um viaduto que caiu,
arcos brancos,
turvos.
Só uma estrela
e o sapato vermelho na poça multicor
Olhos Nublados
e um só copo,
lábios molhados,
corpos multicor.
Benditos sapatos vermelhos
na poça estrelada!
(repostagem, feito em janeiro de 2008 após o encontro BDE in Rio)


