Que o amanhã acorde, Maria
sempre a poesia antes
e chegue a cor à casa
(pra que não descubram
o quanto ela é sem graça).
No amanhã, Maria,
não se esqueça:
que o poema,
depressa,
faça nascer o dia colorido
mas traga junto
a música
que atrapalha
o hiato
(que é pra acompanhar
a solidão do ouvido).
Quando amanhã chegar, Maria,
e se esse silêncio
ainda estiver em pauta...
bem, até lá, quem sabe,
descobriremos
que somos todos surdos
e ele não faz falta.


Adorei conhecer este espaço!!!
ResponderExcluirÉ lindo!
Parabéns!
Beijos da Macabéa